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Projeto Pró-Ciência/FAPESP
Prof. Dr. Elso Drigo Filho
Prof. Dr. José Roberto Ruggiero
ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES
Objetivo:
Estudar associação de resistores em série e em paralelo. Verificação experimental dos resultados.
Teoria:
Ao trabalhar com resistores, nem sempre o valor desejado da resistência está disponível. Nestes casos, uma saída é associá-los de forma adequada. Basicamente há dois tipos de associação: em série e em paralelo.
O que caracteriza uma associação em série é fato de todos os componentes serem transpassados pela mesma corrente elétrica. Por exemplo, dois resistores (R1 e R2) em série, sujeitos a uma ddp (V), são percorridas por uma corrente fixa (I). Este conjunto pode ser substituído por um único resistor equivalente (Req), conforme mostra a figura:

Como a tensão no primeiro caso é a soma das tensões em cada resistência tem-se:
V = V1 + V2 = R1 I + R2 I = (R1 + R2) I
onde foi usado a 1a. lei de 0hm (V=RI) para cada resistor. Comparando com a mesma lei usada para a resistência equivalente:
V = Req I
obtém-se que:
Req = R1 + R2
O mesmo raciocínio pode ser usado para associar qualquer número de resistores em série. O resultado geral para n resistores é:
Req = R1 + R2 + R3 + ...... + Rn-1 + Rn
Por outro lado, o que caracteriza resistores em paralelo é o fato de todos estarem sujeitos a mesma ddp. Por exemplo, para dois resistores (R1 e R2) ligados em paralelo, sujeitos a uma mesma ddp (V) e uma corrente total (I), também pode-se associar um resistor equivalente (Req ) conforme mostra a figura abaixo:

Neste caso a corrente que passa pelo resistores R1 (I1) somada àquela que passa por R2 (I2) é igual a corrente elétrica total:

onde, novamente, foi usada a 1a lei de 0hm (V = RI ou I = V/R ). Usando esta mesma lei para o resistor equivalente tem-se:

Sistemas mistos, onde existem resistores associados em série e em paralelo no mesmo circuito, podem ser analisados separando nestes dois tipos básicos e substituindo-os por resistores equivalentes sucessivamente até obter o circuito mais simples possível.
Experimento:
Sugere-se a montagem de dois circuitos, um envolvendo resistores em série e outro resistores em paralelo.
O circuito em série é formado por uma pilha e dois resistores. Um amperímetro é usado para determinar a corrente elétrica que circula no circuito. A figura abaixo representa um esquema do sistema a ser montado.

Sugere-se que as resistências R1 e R2 sejam da ordem 1.000 Ω, para proteção do amperímetro.
De posse da corrente medida no amperímetro e da tensão da pilha (1,5V) é possível usando a lei de 0hm determinar o valor experimental da resistência equivalente. Este valor pode ser comparado com o valor obtido pela soma (R1 + R2 ) com os valores das resistências individuais indicadas pelo fabricante (nominalmente e ou pelo código de cores).
O circuito em paralelo pode ser montado como indicado na figura abaixo:

Usando a corrente medida pelo amperímetro e a tensão da pilha (1,5V) determina-se, usando a lei de 0hm, a resistência equivalente do circuito.
Este valor pode ser também comparado com o indicado pela teoria:

onde R1 e R2 são os valores das resistências indicadas pelo fabricante.
Observações:
1) Cuidado ao usar o amperímetro, um uso inadequado na montagem do circuito ou na escolha da escala a ser adotada pode danificá-lo.
2) Os valores das resistências fornecidas pelo fabricante podem ser confirmados usando-se o 0hmímetro.
3) No caso do circuito em série pode-se obter as tensões em cada resistor usando-se o Voltímetro e confirmar que V = V1 + V2.
4) No caso do circuito em paralelo pode-se obter as correntes elétricas em cada resistor usando o amperímetro e confirmar que I = I1 + I2.
5) Pode-se ainda, fazendo uso da lei de 0hm, obter o valor das resistências individuais através dos valores da corrente e tensão em cada uma delas.
Experimentos
